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Saúde íntima feminina

ISTs que causam corrimento vaginal

Algumas infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) alteram a cor, o cheiro e a quantidade do corrimento, enquanto outras passam quase despercebidas. Reconhecer esses sinais ajuda a procurar avaliação no momento certo, evitar complicações e proteger também o parceiro. Vale lembrar de um ponto importante: nem todo corrimento é IST, e nem toda IST dá corrimento.

Resumo rápido: corrimento esverdeado ou amarelo intenso, com cheiro forte, coceira ou ardência ao urinar, aumenta a suspeita de IST. Muitas infecções, porém, são silenciosas, por isso a avaliação médica é o que confirma a causa.

Corrimento nem sempre é IST

As duas causas mais comuns de corrimento alterado, a candidíase e a vaginose bacteriana, não são consideradas ISTs. Elas surgem por desequilíbrio da flora vaginal, mudanças hormonais ou uso de antibióticos. Por isso, antes de assumir que se trata de uma infecção transmissível, é preciso avaliar o conjunto dos sintomas.

Principais ISTs que alteram o corrimento

Tricomoníase

Causada pelo parasita Trichomonas vaginalis, costuma provocar corrimento amarelo-esverdeado, por vezes bolhoso, com cheiro forte, coceira e ardência. É uma das ISTs mais associadas a mudanças visíveis no corrimento e exige tratamento do casal.

Clamídia

É uma das ISTs mais frequentes e também uma das mais silenciosas. Quando dá sintomas, pode causar leve aumento do corrimento, dor ao urinar ou sangramento fora do período. Quando não tratada, está associada a complicações como a doença inflamatória pélvica e impacto na fertilidade.

Gonorreia

Pode provocar corrimento amarelado ou purulento, dor ao urinar e desconforto pélvico, mas também é frequentemente assintomática nas mulheres. Costuma aparecer junto com a clamídia e tem tratamento específico.

Outras causas transmissíveis

Infecções por micoplasma e ureaplasma, além do herpes genital, podem cursar com alteração de secreção e desconforto íntimo. O diagnóstico preciso muitas vezes depende de exames complementares.

E quando não é IST?

Se o corrimento é branco e espesso, com coceira intensa, a hipótese mais provável é candidíase. Se é acinzentado e fino, com odor que lembra peixe, a vaginose bacteriana é a principal suspeita. Nesses casos, o tratamento é diferente do das ISTs, o que reforça a importância de não se automedicar.

Sinais de alerta para procurar avaliação

  • Corrimento esverdeado, amarelo intenso ou com pus
  • Cheiro forte e persistente
  • Coceira, ardência ou dor ao urinar
  • Dor pélvica ou dor na relação
  • Sangramento fora do período menstrual
  • Parceiro com sintomas ou diagnóstico de IST

Por que tratar o parceiro

Em várias ISTs, tratar apenas uma pessoa não resolve, porque a reinfecção volta a acontecer no contato seguinte. Por isso o tratamento do parceiro e o uso de preservativo durante o período orientado fazem parte do cuidado completo.

Como funciona o atendimento online

Você conversa com a equipe pelo WhatsApp e descreve seus sintomas, com total sigilo. Um médico registrado no CRM avalia o caso e, quando indicado, orienta exames e emite a receita digital, válida em todo o Brasil. Algumas ISTs exigem coleta de exames presenciais para confirmação, e o médico orienta você nesse caminho.

Perguntas frequentes

Toda IST dá corrimento?
Não. Muitas infecções, como clamídia e gonorreia, são frequentemente silenciosas nas mulheres. A ausência de corrimento não descarta uma IST.
Dá para avaliar IST por telemedicina?
A avaliação inicial e a orientação podem ser feitas online. Em muitos casos é necessário coletar exames presenciais para confirmar o diagnóstico, e o médico indica isso quando preciso.
Posso me tratar só com base na cor do corrimento?
Não é recomendado. A cor ajuda na suspeita, mas causas diferentes exigem tratamentos diferentes. A automedicação pode mascarar o problema e atrasar o cuidado correto.

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Fale com um médico agora, com sigilo e sem constrangimento. Avaliar cedo evita complicações e protege você e quem você ama.

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